No dia 25 de novembro, sexta-feira, fizemos o sorteio da rifa do tablet Samsung Galaxy nas dependências do ITESP. Após muita expectativa, finalmente conhecemos o ganhador, ou melhor, a ganhadora do prêmio: Ir. Elóine Corazza, FSP (paulina). Confira o vídeo do sorteio.
Agradecemos a todos os que colaboraram na compra e no processo da rifa, com a qual pudemos honrar nosso compromisso de pagar a segunda câmera roubada no VII Congresso de Teologia, bem como levantar recursos para a próxima gestão da Comissão. Deus os abençoe!
CETESP - Comissão de Estudantes de Teologia e Ciências da Religião de São Paulo
Veículo de informação e publicação de atividades permanentes e-mail: cetesp2008@gmail.com
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
sábado, 1 de outubro de 2011
Mesa redonda conclui o VII Congresso de Teologia
Após o intervalo, por volta das 10h30, deu-se início à
última atividade do VII Congresso de Teologia do CETESP. A mesa-redonda foi
composta por Jeferson Felipe (ITESP), Luiz Guilherme (Assunção/PUCSP), Christian
Malengila (EDT), Thiago Nunes (UNISAL/Pio XI), Elias Ribeiro (Claretianos) e
Danilo Ferreira (CETESP) sob a moderação do prof. Dr. Bogaz.
Após breve explanação desse momento como síntese das
discussões pelo prof. Bogaz, Danilo discursou sobre a importância do CETESP e
do Congresso como conjunção prática do ensino, da pesquisa e da extensão – como
é próprio da natureza da universidade.
A primeira pergunta disse respeito ao tema escolhido para o
VII Congresso. Os participantes foram unânimes em destacar a relevância do tema,
que está na linha de frente das necessidades atuais da Igreja com relação ao mundo
– já não como aquela que dita as verdades, mas como aquela que corresponde ao
desejo fundamental do ser humano de buscar a verdade. sexta-feira, 30 de setembro de 2011
6ª CONFERÊNCIA: Teologia na universidade: imposição ou possibilidade? Relações entre a Teologia e as ciências contemporâneas. Por João Décio Passos
Na última conferência de nosso VII
Congresso de Teologia do CETESP, prof. João Décio* falou sobre a necessidade de
superar o paralelismo entre o saber teológico e os demais saberes. Num mundo hegemonicamente
científico, a teologia vive numa posição desconfortável, tanto na prática – na adaptação
a um mundo técnico-científico – quanto na teoria – quando se vê num lugar de
suplência da ciência.
Segundo ele, criticamos a tecnologia, mas continuamos a
usá-la amplamente, o que gera hipocrisia. Por outro lado, pode-se cair
na reprodução desse sistema; assim, no âmbito do simbólico, a teologia
acaba colaborando com isso – por exemplo, com a teologia da prosperidade.
As várias reações diante desse quadro geram teologias
perigosas de várias matrizes, tais como: a “teologia dos milagres” (à caça de
fenômenos sobrenaturais); a “teologia supletiva” (que viria a explicar o que as
ciências não conseguem ainda); a “teologia determinista (que afirma a separação
entre fé e razão; e as “teologias metafísicas” (que subordinam todo
conhecimento ao tema Deus).
Em tal contexto, o conferencista apontou algumas saídas. Primeiramente,
a de superar a ilusão epistemológica de que exista uma única verdade ou
de que a teologia seja uma síntese das ciências. Outro caminho pode ser
o da complementação e autonomia dos princípios, que postula a auto-suficiência
metodológica concomitante à insuficiência epistemológica, o que mostra os
limites de cada ciência e complementaridade das abordagens.
Para um diálogo fecundo, seria preciso superar as pretensões
tanto por parte das ciências quanto da teologia. Assim como a ciência se
compreende como uma construção, a teologia poderia aprender como isso – aliás, a
própria história da Teologia levaria a crer nisso.
Terminada sua palestra, o professor respondeu aos
questionamentos dos expectadores.
* Doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP.
Livre-docente em Teologia pela PUC-SP, onde é professor associado no
Departamento de Ciência da Religião. Ex-diretor da Sociedade de Teologia e
Ciências da Religião (Soter).
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
5ª CONFERÊNCIA: Teologia: uma ética da Vida com as outras? Por Pe. Léo Pessini
O conferencista deste dia, Pe. Léo
Pessini*, MI, famoso pelas obras no campo da bioética, falou sobre as várias
concepções de saúde: seja como direito, assegurado pela Constituição dos
países; como qualidade de vida; e como negócio, que a reduz ao âmbito comercial
e limita seu acesso aos mais carentes.
Ele afirmou que a reflexão sobre a relação entre Teologia
e saúde – bem como a ecologia – é uma conquista recente e privilégio de quem
estuda teologia neste século. No entanto, hoje se observa que os teólogos da
área da bioética são mais valorizados fora do que dentro da Igreja.
A respeito da passagem de uma concepção de saúde como silêncio
dos órgãos (ausência de sintomas) para a aquela do bem-estar integral, o conferencista
insistiu sobre a dimensão samaritana da saúde, isto é, o saber cuidar do
sofrimento do outro.
Também entre os médicos essa mentalidade estaria em mudança,
como o demonstra o recente código de conduta da classe, que explicitou a
necessidade de o médico cuidar também da espiritualidade do paciente, numa
clara indicação de que se está superando o modelo biológico-mecanicista de outrora.
Após sua fala, o palestrante respondeu a
dúvidas dos participantes do VII Congresso.
Às 10h30, logo após o intervalo, deu-se início às oficinas - nove ao total.
* Camiliano,
professor doutor em Teologia Moral; pós-graduado em Clinical Pastoral
Education and Bioethics pelo St. Luke's Medical Center, em Milwaukee
(EUA); membro da Diretoria da Associação Internacional de Bioética;
superintendente da União Social Camiliana e vice-reitor do Centro Universitário
São Camilo.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
4ª CONFERÊNCIA: Teologia na "pós-modernidade": por uma relação entre Filosofia e Teologia. Por Pe. Manfredo
Na primeira metade desta manhã, Pe. Manfredo
Araújo de Oliveira* presenteou-nos com mais uma bela conferência. Seu discurso abordou a relação
entre a Filosofia e a Teologia no contexto da pós-modernidade e deu-se num viés
epistemológico e histórico.
Ele enfatizou que a realidade sobre a qual versa a Filosofia
é a mesma da Teologia; por isso, não se pode concordar com a proposição de Pascal
de que o Deus de Abraão, Isaac e Jacó não corresponde ao “deus dos filósofos”. Trata-se
da mesma e única Realidade absoluta e concretíssima, que os dois discursos –
igualmente humanos e que se desenvolvem na inteligibilidade – podem acessar,
com suas diferentes perspectivas. Daí que uma filosofia atéia possa ser tida
como autêntica, mas não merece ser chamada de radical.
Sobre o modo de proceder das duas abordagens, o palestrante lembrou
que a Filosofia parte de coisas simples, para, progressivamente, dedicar-se às
realidades mais complexas. Doutra parte, a Teologia parte do Ser concretíssimo,
revelado na história, mas tem que refletir sobre tudo o que é pressuposto para
o falar sobre esse Ser, o que deve passar necessariamente pelas realidades
humanas.
Após falar por 45 min, o conferencista
dedicou-se às perguntas da platéia, em mais um momento rico de reflexão. Em suma,
ele apontou duas tarefas: no campo filosófico, a necessidade de superar os
pressupostos kantianos, que se fecham à questão da transcendência e têm
recebido críticas oportunas atualmente; no campo teológico, o convite a nos
contentarmos em apresentar Jesus como uma proposta e testemunhá-Lo, sem a
pretensão de um retorno aos tempos da Cristandande – mesmo nas sutis maneiras de a Igreja
sustentar-se no poder.
Também foi evocado o discurso de Bento XVI na recente viagem
à Alemanha, quando afirmou que compete à Igreja testemunhar Jesus Cristo e não
modernizar-se – no sentido de aderir a uma escala de valor que enfatize a posse
e outras realidades passageiras. É preciso, seguir Jesus, que não tinha “onde
reclinar a cabeça”.
Após o intervalo das 10h, a segunda metade
da manhã apresentou ao público duas sessões de comunicações – dezenove ao total
– com diferentes temas e abordagens.
* Graduado
na Faculdade de Filosofia de Fortaleza, mestre em Teologia pela Pontifícia
Universidade Gregoriana de Roma, e doutor em Filosofia pela Universität
München Ludwig Maximilian. Atualmente, é professor do Departamento de
Filosofia da Universidade Federal do Ceará (UFC).
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